CÂNCER DE BEXIGA

 

O câncer de bexiga é uma das neoplasias mais comuns do trato urinário, sendo o nono tipo mais incidente, em nível mundial, com cerca de 430 mil casos novos em 2019. Quando comparado por sexo, nos homens, ocupa a sexta posição (330.380 casos novos, no mundo, em 2019), em seguida aos de pulmão, próstata e colorretal. Nas mulheres, é o 19º mais frequente (99.413 casos novos, no mundo, em 2019), mais comumente em países desenvolvidos.

Pode ser classificado quanto ao grau de comprometimento das camadas da bexiga, podendo ser superficial ou invasivo, quando atinge a camada muscular da bexiga,

Quais os principais fatores de risco para esse câncer?

  • Idade e raça - Homens brancos e de idade avançada são o grupo com maior probabilidade de desenvolver esse tipo de câncer.

  • O tabagismo pode aumentar o risco de uma pessoa ter câncer de bexiga e está associado à doença em 50-70% dos casos.

  • Exposição a diversos compostos químicos, como aminas aromáticas, azocorantes, benzeno, benzidina, cromo/cromatos, fumo e poeira de metais, agrotóxico, HPA, óleos, petróleo, droga antineoplásica, tintas, 2-naftalina e 4-aminobifenil, muitas vezes associadas ao trabalho em agricultura, construção, fundição, extração de óleos e gorduras animais e vegetais, sapatos, manufatura de eletroeletrônicos, mineração, siderurgia; indústria têxtil, de alimentos, alumínio, borracha e plásticos, sintéticos, tinturas, corantes, couro, gráfica, de metais, petróleo, química e farmacêutica, tabaco; cabeleireiros e barbeiros, maquinistas, motorista de caminhão e de locomotiva, pintor, trabalhador de ferrovias, trabalho no forno de coque e tecelão podem apresentar risco aumentado de desenvolvimento da doença.
     

Quais os sintomas que devem gerar alerta ao paciente quanto ao risco de Câncer de Bexiga?

O sintoma mais frequente é a presença de sangramento visível na urina (hematúria), habitualmente vermelho vivo e acompanhado de sangue coagulado. Mais raramente, este sangramento só poderá ser observado através de um exame de urina de maneira microscópica.

A presença exclusiva de hematúria, microscópica ou não, é insuficiente para o diagnóstico de câncer da bexiga, já que pode ser sintoma de outras doenças, ou até mesmo ser considerada "normal" para alguns indivíduos. 

Outros sintomas associados ao câncer de bexiga são as micções muito frequentes e as dores ao urinar (disúria).

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E como é realizado o diagnóstico do Tumor de Bexiga?

Com frequência, os pacientes são diagnosticados com tumor de rim antes do desenvolvimento de qualquer sintoma aparente. Na maioria das vezes, o que ocorre é o diagnóstico incidental, ou seja, o tumor é descoberto durante um exame de imagem abdominal, como ultrassom ou tomografia, que a pessoa foi realizar em razão de outra doença – apendicite, colecistite, etc.

Lesões tumorais suspeitas no rim podem ser submetidas à biópsia, mas o mais comum é realizar a cirurgia diretamente para a retirada (ressecção) do tumor. O diagnóstico definitivo só é feito com a análise do tumor em microscópio.

Para definir o estágio da doença, seu médico solicitará a realização de exames de imagem, que podem incluir tomografia, ressonância magnética e/ou cintilografia óssea. Os resultados permitem identificar o tamanho do tumor e verificar se houve invasão de órgãos adjacentes ou de órgãos mais distantes (as chamadas metástases).

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