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DST / IST

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

 

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), ou mais modernamente chamadas de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) são causadas por vários tipos de agentes, que envolvem vírus, bactérias entre outros.. São transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas, verrugas na regiões penianas, da bolsa escrotal ou próximo do osso do pube no homem e no entorno da vagina e dos grandes lábios na mulher, podendo ou não acometer os gânglios na região da virilha que são chamados linfonodos.

Aqui podemos citar alguns exemplos de DST:

- Aids: causada pela infecção do organismo humano pelo HIV (vírus da imunodeficiência adquirida). O HIV compromete o funcionamento do sistema imunológico humano, impedindo-o de executar adequadamente sua função de proteger o organismo contra as agressões externas, tais como: bactérias, outros vírus, parasitas e células cancerígenas.

- Cancro mole: também chamada de cancro venéreo, popularmente é conhecida como cavalo. Manifesta-se através de feridas dolorosas com base mole.

- Gonorréia: é a mais comum das DST. Também é conhecida pelo nome de blenorragia, pingadeira, esquentamento. Nas mulheres, essa doença atinge principalmente o colo do útero. Geralmente cursa com um corrimento uretral que se assemelha ao pus e tem relação cronológica com a exposição sexual, geralmente ocorrendo após 48 a 72h da exposição sexual.

- Clamídia: também é uma DST muito comum e apresenta sintomas parecidos com os da gonorréia, como, por exemplo, corrimento parecido com clara de ovo no canal da urina e dor ao urinar. As mulheres contaminadas pela clamídia podem não apresentar nenhum sintoma da doença, mas a infecção pode atingir o útero e as trompas, provocando uma grave infecção. Nesses casos, pode haver complicações como dor durante as relações sexuais, gravidez nas trompas (fora do útero), parto prematuro e até esterilidade.

- Herpes: manifesta-se através de pequenas bolhas localizadas principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis. Essas bolhas podem arder e causam coceira intensa. Ao se coçar, a pessoa pode romper a bolha, causando uma ferida. Pode cursar com aumento de gânglios (linfonodos) na região da virilha (inguinal), por vezes dolorosos.

- Linfogranuloma venéreo: caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital de curta duração (de três a cinco dias), que se apresenta como uma ferida ou como uma elevação da pele. Após a cura da lesão primária surge um inchaço doloroso dos gânglios de uma das virilhas. Se esse inchaço não for tratado adequadamente, evolui para o rompimento espontâneo e formação de feridas que drenam pus.

 

- Sífilis: manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Após um certo tempo, a ferida desaparece sem deixar cicatriz, dando à pessoa a falsa impressão de estar curada. Se a doença não for tratada, continua a avançar no organismo, surgindo manchas em várias partes do corpo (inclusive nas palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelos, cegueira, doença do coração, paralisias.

- Tricomoníase: os sintomas são, principalmente, corrimento amarelo-esverdeado, com mau cheiro, dor durante o ato sexual, ardor, dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais. Na mulher, a doença pode também se localizar em partes internas do corpo, como o colo do útero. A maioria dos homens não apresenta sintomas. Quando isso ocorre, consiste em uma irritação na ponta do pênis.

E o tão famoso HPV?

 

HPV é um vírus que infecta a pele e as mucosas, podendo causar verrugas ou lesões percursoras de câncer, como o câncer de colo de útero, garganta, ânus pênis. O nome HPV é uma sigla inglesa para "Papiloma vírus humano" e cada tipo de HPV pode causar lesões em diferentes partes do corpo.

Trata-se de um vírus transmitido, em geral, pelo contato de pele com a pele, e o modo mais comum de transmissão é por meio do ato sexual. No primeiro contato sexual 1 em cada 10 meninas chega a entrar em contato com o vírus. Em geral é sabido que entre 80 e 90% da população já entrou em contato com o vírus em algum momento da vida, mesmo que não tenha desenvolvido lesão. Mas é importante lembrar que mais de 90% das pessoas conseguem eliminar o vírus do organismo naturalmente, sem ter manifestações clínicas.

Sabemos que existem mais de 200 tipos de HPV e que apenas 14 deles são capazes de provocar lesões precursoras do câncer, sendo os mais comuns o 16 e 18. Já os tipo 6 e 11 estão altamente associados com lesões genitais.

Mas como se dá a transmissão do HPV, Dr Bruno?

Diferente das outras DSTs, não é preciso haver troca de fluídos para que a transmissão ocorra: só o contato do pênis com a vagina, por exemplo, já ocasiona a transmissão do vírus.

Outras formas de transmissão, muito mais raras, são pelo contato com verrugas de pele, compartilhamento de roupas íntimas ou toalhas e, por fim, a transmissão vertical, ou seja, da mãe para o feto, que pode ocorrer durante o parto.

O vírus pode ser transmitido mesmo quando a pessoa não percebe ter os sintomas. Outro ponto sobre o HPV é que apesar de os sintomas normalmente se manifestarem após entre dois e oito meses da infecção, ele pode ficar encubado, ou seja, presente no organismo, mas sem se manifestar, por até 20 anos. Por isso é praticamente impossível saber quando ou como a pessoa foi infectada pelo HPV.

E como suspeitar que tenho alguma lesão sugestiva do vírus?

Os principais sintomas do HPV são o surgimento de verrugas ou lesões na pele, normalmente uma manchinha branca ou acastanhada próximo da região genital. Pode ocorrer também coceira ou irritação. O problema é que muitas vezes, no entanto, a lesão pode não ser visível a olho nu, aparecendo em exames como colposcopia, vulvoscopia e peniscopia.

Normalmente a descoberta do HPV acontece em algum exame de rotina, como o Papanicolaou, colposcopia, vulvoscopia, peniscopia ou anuscopia. Nesses exames pode ser usado um reagente corante como o ácido acético, que facilitará na procura de lesões feitas com um aparelho especial, que permite visualizar com um aumento a superfície da pele e das mucosas.

Quando a lesão é encontrada, é ideal realizar uma biópsia com cauterização local para análise do tecido.

E quais são os tratamento existentes para essas lesões?

Existem diversas opções de tratamento para os sintomas do HPV, que são usadas conforme o tipo de manifestação do HPV (se ele é uma lesão ou uma verruga) e também o seu grau e a localização da lesão ou verruga. Elas podem ser feitas nas lesões clínicas e subclínicas. 

Quando as lesões são pequenas, em pequena quantidade ou mais externas podem ser tratadas como cremes e ácidos. Um dos mais usados é o ácido tricloroacético, mas existem outras opções. Além disso, cremes que melhoram a imunidade local (imunoterápicos) também são opções, mas costumam ser usados por um período mais prolongado.

A retirada da lesão pode ser feita de diversas formas. Uma das técnicas mais utilizadas é a cauterização a laser, vem que o feixe de luz é direcionado na lesão, queimando-a. Além disso, ela também pode ser feita com gelo seco (crioterapia), ácidos (cauterização comum) ou usando radiofrequência.

Existe alguma maneira de se evitar a contaminação pelo vírus?

A vacina do HPV é uma forma interessante de prevenir a doença. Existem duas vacinas para prevenção HPV aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e que estão comercialmente disponíveis: a vacina quadrivalente, que confere proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18. A outra opção é a vacina bivalente, que confere proteção contra HPV 16 e 18.

 

As vacinas contra o HPV previnem aproximadamente 70% dos casos de Câncer de Colo e Úter, aqueles causados pelos HPV 16 e 18. Isso não elimina, porém, a necessidade de as mulheres passarem por consultas de rotina ao ginecologista para a realização de exames preventivos.

A vacina contra o HPV é mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema e um momento importante para avaliar se há existência de DST. Ela funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.

Qual a mensagem que o Senhor poderia deixar para nossa população de Bauru e região com relação as DSTs?

É necessário os homens e mulheres sexualmente ativos estejam sempre atentos a inspeção dos sintomas e alterações físicas que possam ser observadas nas suas regiões genitais. Além disso, é fundamental que possam fazer exames periódicos para que o médico possa inspecionar a região genital em buscar de alterações que possam sugerir esse tipo de quadro. Pra isso, nossa equipe se coloca a disposição pra a população de Bauru e região para um atendimento urológico voltado para o cuidado a saúde do homem e da mulher nesse sentido.