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  • BRUNO FELIPE SOUZA

Fimose, Balanites e a Postectomia



FIMOSE


A fimose é a incapacidade ou apenas uma dificuldade, em diversos graus para retrair o prepúcio, ou seja, a pele que recobre a glande, também chamada de "cabeça" do pênis.

No consultório do urologista, a fimose é queixa frequente e ocorre em todas as idades, sendo mais comum na infância. No adulto previamente normal, a fimose pode ocorrer como sequela de processos inflamatórios repetitivos e crônicos de diversas causas (diabetes, por exemplo) e até cicatrizações de traumas diretos no pênis, embora estes sejam menos frequentes.

Outra queixa frequente que se confunde com a fimose são o excesso de pele no prepúcio, que embora o aspecto sugira algum problema, o paciente não apresenta nenhuma dificuldade de retração prepucial.

O tratamento da fimose pode ser clínico ou cirúrgico. Em casos mais leves, pode-se tentar tratamento com pomada oleosa à base de corticoides de baixa potência por tempo não muito prolongado.

A cirurgia da fimose se chama postectomia ou circuncisão e consiste na retirada deste prepúcio. Em adolescentes e adultos, essa cirurgia pode ser feita com anestesia local ou acompanhada de sedação anestésica, e a recuperação é bastante favorável, sendo que o indivíduo rapidamente retorna às suas atividades de rotina. Em crianças, a técnica cirúrgica é semelhante e recomenda-se o acompanhamento de anestesista.

Estima-se que aproximadamente 60% dos homens no mundo sejam postectomizados ou circuncisados, seja por motivo de saúde, estética ou religioso de alguns povos, ou como ritos de passagens da infância para a adolescência em tribos espalhadas pelo mundo.

BALANOPOSTITE

A balanopostite é o processo inflamatório mais frequente que ocorre no pênis. É uma inflamação conjunta da glande e prepúcio (balanite é inflamação da glande; postite é inflamação do prepúcio).

A causa mais comum é uma infecção fúngica aguda causada pela candida albicans. Não é considerada uma doença sexualmente transmissível, pois pode-se desenvolver sem a realização de penetração, embora o casal possa compartilhar a cândida durante o ato sexual. Adicionalmente, o paciente pode apresentar balanopostites bacterianas agudas primárias ou como uma superinfecção bacteriana sobre uma infecção fúngica inicial.

Indivíduos de meia idade e idosos que apresentam balanopostite aguda devem sempre ser investigados para diabetes mellitus, visto que a infecção genital por fungos é a alteração mais comum no homem diabético que ainda não recebeu este diagnóstico.

Ainda ocorrem balanopostites crônicas, decorrentes de processos inflamatórios autoimunes, como a balanite xerótica obliterante, cuja precocidade do tratamento diminui as complicações locais futuras da doença.

O tratamento da balanopostite aguda consiste em cremes tópicos associados à medicação via oral. Se não houver infecção bacteriana associada, a prescrição deverá ser unicamente de antifúngicos. Os antibióticos devem ser reservados apenas para a concomitância de bactérias.

Jamais deve-se utilizar associações em cremes que contenham corticóides fluorados de alta potência por períodos prolongados ou como automedicação, pois estes causam atrofia e fragilidade da pele do pênis, com fácil ruptura durante o ato sexual e infecção nestes pequenos cortes, e até processo inflamatório persistente mesmo sem infecção.

Eventualmente, em casos de balanopostites de repetição e nas infecções urinárias do lactente, a cirurgia de postectomia deve ser indicada, mesmo na ausência de fimose.

A consulta urológica é a melhor forma de esclarecer, diagnosticar e tratar as alterações penianas resultantes de processos inflamatórios. Venha fazer sua avaliação com Dr Bruno e tire suas dúvidas.

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